Respira. Um corpo horizontal,
tangível, respira.
Um corpo nu, divino,
respira, ondula, infatigável.
Amorosamente toco o que resta dos deuses.
As mãos seguem a inclinação
De peito e tremem,
pesadas de desejo.
Um rio inteiro aguarda.
Aguarda um relâmpago,
Um raio de sol,
Outro corpo.
Se encosto o ouvido à sua nudez,
uma música sobe,
ergue-se do sangue,
prolonga outra música.
Um novo corpo nasce,
nasce dessa música que não cessa,
desse bosque rumoroso de luz,
debaixo de meu corpo desvelado.
tangível, respira.
Um corpo nu, divino,
respira, ondula, infatigável.
Amorosamente toco o que resta dos deuses.
As mãos seguem a inclinação
De peito e tremem,
pesadas de desejo.
Um rio inteiro aguarda.
Aguarda um relâmpago,
Um raio de sol,
Outro corpo.
Se encosto o ouvido à sua nudez,
uma música sobe,
ergue-se do sangue,
prolonga outra música.
Um novo corpo nasce,
nasce dessa música que não cessa,
desse bosque rumoroso de luz,
debaixo de meu corpo desvelado.
Eugénio de Andrade
Sem comentários:
Enviar um comentário